quarta-feira, 14 de março de 2012

Elba Ramalho fez apresentação no Teatro Municipal de Niterói

Cantora levou para a Cidade Sorriso no último final de semana show intimista e repleto de sucessos da carreira. Confira a entrevista com a intérprete para O FLUMINENSE

Quando se fala em Elba Ramalho, a grande maioria das pessoas pensa logo em festa, animação, dança, avidez. Mas toda essa explosão de energia que o público está acostumado a ver no palco é transformada em intimismo no show acústico da cantora. E é uma Elba mais serena que os niteroienses poderam conferir pela primeira na sexta e no domingo no Teatro Municipal de Niterói. Acompanhada por Marcos Arcanjo (revezando-se entre violão e guitarra) e Mestrinho (sanfona), a paraibana lembrou seus grandes sucessos, atendeu aos pedidos da plateia e lembrou da sua estreia, trinta anos antes, quando era atriz.

A cantora começou o espetáculo com O Meu Amor, música que dividia em cena com Marieta Severo em Ópera do Malandro. Após reviver seus momentos de atriz, ela relembrou hits como Gostoso Demais, Ai Que Saudade de Ocê, Dia Branco, Chão de Giz, Canção da Despedida, Banho de Cheiro e Veja (Margarida). A apresentação fez parte do projeto Circuito Cênico MPB da empresária Rita Vilani. A seguir, Elba Ramalho fala um pouco mais sobre o show acústico e seus projetos.

ENTREVISTA

Elba Ramalho

Você é sempre muito enérgica em seus shows. Como é para você fazer um show acústico? Está sentindo muita diferença?
Não sinto muita diferença não. Um show é sempre um compromisso importante com a plateia. A minha obrigação é oferecer o melhor que posso ao público, para aquela pessoa que saiu de casa e pagou para ver um bom espetáculo. Tenho que atender à expectativa da plateia. As características são diferentes, mas a empolgação é a mesma. Como também sou atriz, cantar em um teatro maravilhoso como o Teatro Municipal de Niterói é um prazer.

Como foi a preparação desse show ao lado de Marcos Arcanjo e Erivaldo de Oliveira? Como foi feita a seleção do repertório?
Já apresentamos este show em outras ocasiões. O curioso é que não tínhamos a intenção de montar um show acústico, aconteceu de forma natural. Dentro do meu show de carreira, já tínhamos um momento acústico. Aquela hora especial para atender determinados pedidos e cantar canções como Dia Branco, Chorando e Cantando, Eternas Ondas, Vida de Gado, Veja Margarida e etc. A cada show, a parte acústica ficava maior. Então, decidimos fazer pra valer.

No show intimista, há mais interação com o público? Como o público vem reagindo aos shows? A plateia se torna cúmplice. Eu converso muito, conto várias situações do meu início de carreira e o público simplesmente adora. A reação é sempre muito positiva.

Entre as músicas que você vai cantar, está “O meu amor”. Quais são as lembranças mais fortes que vêm a sua memória quando canta ela? O que o espetáculo “Ópera do Malandro” significa para você?
Chico Buarque é um dos maiores nomes da história da nossa música. Tive a grande felicidade de me tornar cantora por intermédio do Chico. É uma honra imensa cantar Chico Buarque. As letras são densas e tem uma carga dramática muito forte. A Ópera do Malandro marca o início da minha carreira como cantora.

Ao longo de mais de 30 anos de carreira, qual momento mais marcante pretende relembrar no palco?
Esta é uma pergunta que me fazem com frequência, mas sempre penso muito antes de responder. É difícil definir o que é mais marcante. Os grandes shows no exterior? Cantar no Olympiá, em Paris? No Madison, em NYC? Bater recordes de shows no Canecão? Vender muitos discos? Ter ganho dois Grammys latinos em anos consecutivos? Sinceramente, acho que o conjunto da minha obra é consistente. Tenho orgulho da minha trajetória.

Tem alguma história com a cidade de Niterói? O público niteroiense é diferente? Tenho profunda simpatia e muitas recordações do início de carreira, quando tinha amigos que moravam em Niterói e nos reuníamos para cantar na orla. O público de Niterói é carioca. Sempre muito receptivo e participativo.

Tem algum novo projeto ou pretende realizar algum sonho profissional em breve?
Muitas ideias! Não sei bem ao certo por onde começar. É bem provável que o primeiro passo seja o lançamento de um disco que já está pronto, que se chama Forró Brasileiro.

Fonte: O Fluminense

Artimanha

No último final de semana de fevereiro, a cantora Elba Ramalho esteve em João Pessoa para protagonizar um ensaio fotográfico totalmente elaborado pelo seu produtor Rodrigo Farias, na Praia de Coqueirinhos. Para garantir que o trabalho saisse de primeira linha, Rodrigo recrutou dois profissionais de peso de Campina Grande, Haendel Melo, que cuidou de todo visual da cantora e Clóvis Aladim, responsável pelos cliques. Breve nós veremos o resultado.


Fonte: Celino Neto

'Bicho de teatro', Elba faz valente show acústico na raça e no improviso

Resenha de show Projeto: Circuito Cênico MPB
Título: Elba Acústico
Artista: Elba Ramalho (em foto de Rodrigo Amaral)
Local: Theatro Municipal de Niterói (Niterói, RJ)
Data: 11 de março de 2012

Cotação: * * *


"Sou bicho de teatro", se autodefiniu Elba Ramalho antes de cantar Ai, Que Saudade d'Ocê (Vital Farias) em show acústico feito na noite de domingo, 11 de março de 2012, dentro do projeto Circuito Cênico MPB. A cantora se referia ao fato de estar se apresentando em teatro, o Theatro Municipal de Niterói, e à sua habilidade para se garantir em cena diante de condições adversas. De fato, Elba é artista vocacionada para o palco e foi com esse traquejo que ela fez, na raça e às vezes no improviso, bom show acústico, calcado em sucessos próprios e alheios. Por conta de compromisso profissional honrado em Natal (RN) na noite anterior, o que a fez desembarcar no Rio de Janeiro (RJ) menos de duas horas antes do show em Niterói, a intérprete entrou em cena sem estar na melhor das formas vocais - "Tô tirando (a voz) da alma", assumiu, sincera, diante do público - e sem sequer ter tido tempo para passar o som. Contudo, a voz - fria na abertura feita com Gostoso Demais (Dominguinhos e Nando Cordel) - foi ganhando corpo e calor à medida em que a apresentação foi transcorrendo. No fim, Elba - quase sempre em sintonia com os músicos Marcos Arcanjo (violão e guitarra) e Erivaldo de Oliveira (sanfona) - já tinha o público na mão. Até porque não é qualquer cantora que canta de improviso música pedida pelo público sem sair do tom. No caso, aliás, foram três músicas - Dia Branco (Geraldo Azevedo), Amplidão (Chico César) e Frisson (Tunai) - encadeadas em sequência mais informal. Em Amplidão, uma das baladas mais bonitas da lavra do atualmente subestimado Chico César, Elba esboçou na interpretação o rigor estilístico com que abordou o choro-canção Doce de Coco (Jacob do Bandolim e Hermínio Bello de Carvalho), ponto alto da apresentação. O ponto baixo foi a releitura em ritmo de xote de tema de Vander Lee, Onde Deus Possa me Ouvir. Toda a melancolia da canção se diluiu no clima forrozeiro que fez a interpretação de Elba caminhar no sentido contrário das intenções dos sensíveis versos do compositor mineiro. Elba pareceu mais à vontade ao cantar Belchior (A Palo Seco), ao reviver dois sucessos populares do compositor goiano Accioly Neto (1950 - 2000) - Espumas ao Vento e A Natureza das Coisas - e ao pegar seu violão para cantar as recorrentes Veja (Margarida) (Vital Farias) e Chão de Giz (Zé Ramalho). No fim, um bloco com músicas de Chico Buarque - cancioneiro que Elba vai revisitar em disco que tem lançamento previsto para o segundo semestre deste ano de 2012 - reiterou a sintonia entre a artista e seu público. Até porque, por ser bicho de teatro, Elba é intérprete talhada para encarar temas como O Meu Amor, Palavra de Mulher, Todo o Sentimento e Folhetim (bolero em que a mise-en-scène da artista inclui número de plateia). Elba Acústico é show de entressafra. Mas seduz porque Elba Ramalho é intérprete que sabe valorizar sua cena com sua voz valente, capaz de superar adversidades.

Fonte: Blog Notas Musicais

Elba vai de Jacob a Vander em show acústico feito no circuito fluminense

Enquanto prepara disco com regravações do farto cancioneiro de Chico Buarque, Elba Ramalho continua apresentando pelo Brasil o show Acústico, com formação reduzida atualmente aos músicos Marcos Arcanjo (violão e guitarra) e Eriberto de Oliveira (sanfona). Foi este show de entressafra que a cantora apresentou no Theatro Municipal de Niterói (RJ), em 9 e 11 de março de 2012, dentro do projeto Circuito Cênico MPB. O roteiro é flexível. No segundo dos dois shows fluminenses, a intérprete atendeu pedidos do público e cantou repertório eclético que foi de Jacob do Bandolim (1918 - 1969) a Vander Lee, passando por temas de Accioly Neto (1950 - 2000) e Chico Buarque. Eis o roteiro seguido (com improvisos) por Elba Ramalho - vista em foto de Rodrigo Amaral - na apresentação do show Acústico em Niterói, em 11 de março:

1. Gostoso Demais (Dominguinhos e Nando Cordel)
2. Morena de Angola (Chico Buarque)

3. Riso Cristalino (Dominguinhos)

4. Onde Está Você? (Zezum)

5. Onde Deus Possa me Ouvir (Vander Lee)

6. Ai, Que Saudade d'Ocê (Vital Faria)

7. A Palo Seco (Belchior)

8. Ciranda da Rosa Vermelha (Alceu Valença)

9. Espumas ao Vento (Accioly Neto)

10. Lembrança de um Beijo (Flávio José)
11. A Natureza das Coisas (Accioly Neto)
12. Canção da Despedida (Geraldo Azevedo e Geraldo Vandré)

13. Chorando e Cantando (Geraldo Azevedo e Fausto Nilo)

14. Doce de Coco (Jacob do Bandolim e Hermínio Bello de Carvalho)

15. Veja (Margarida) (Vital Farias)

16. Chão de Giz (Zé Ramalho)

17. Dia Branco (Geraldo Azevedo)

18. Amplidão (Chico César)

19. Frisson (Tunai)

20. O Meu Amor (Chico Buarque)

21. Todo o Sentimento (Chico Buarque e Cristóvão Bastos)

22. Folhetim (Chico Buarque)

Bis:

23. De Volta pro Aconchego (Dominguinhos e Nando Cordel)

24. Esqueça (Forget Him) (Mark Anthony em versão de Roberto Corte Real)
25. Banho de Cheiro (Carlos Fernando)

26. A Padroeira (Sergio Saraceni e Ronaldo Monteiro de Souza)

Fonte: Blog Notas Musicais

quinta-feira, 8 de março de 2012

Elba para cantar e encantar

Show intimista vai marcar passagem da cantora por Niterói

Acostumada a agitar o público com seus sucessos dançantes, Elba Ramalho chega a Niterói para apresentar seu show acústico, pela primeira vez, no Teatro Municipal. Hoje, às 21h, e domingo, às 20h, a cantora, acompanhada por apenas dois músicos, Marcos Arcanjo (se revezando entre violão e guitarra) e Mestrinho (Sanfona), lembra seus grandes sucessos, atende a pedidos da plateia e relembra a sua estreia, 30 anos antes, quando era atriz.

No roteiro da apresentação vão estar sucessos como ‘Gostoso Demais’, ‘Ai Que Saudade de Ocê’, ‘Dia Branco’, ‘Chão de Giz’, ‘Canção da Despedida’, ‘Banho de Cheiro’ e ‘Veja’ (Margarida), entre outros.

Hoje cantora, ela destaca sua participação na ‘Ópera do Malandro’. “Era só um número, mas eu arrasava”, garante uma divertida Elba emendando músicas que faziam parte do repertório da peça de Chico Buarque. O show começa com ‘O Meu Amor’, música que dividia em cena com Marieta Severo. O dueto fez sucesso e Chico convidou as duas para repetir a dobradinha em seu disco.

Fonte: O São Gonçalo

quarta-feira, 7 de março de 2012

Estória de João Joana encanta brasilienses

Um encontro entre música erudita e popular marca o início das comemorações culturais do Dia Internacional da Mulher em Brasília, em espetáculo baseado no único cordel de Carlos Drummond de Andrade

A dificuldade de ser mulher no sertão dos anos 1960 é o tema do espetáculo Estória de João Joana, que abriu, na noite dessa terça-feira (6), a programação dos eventos culturais do Governo do Distrito Federal em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março.

Com reapresentações hoje e amanhã na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Claudio Santoro, às 20h, a primeira apresentação do espetáculo encantou o público com as interpretações de Elba Ramalho, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Sérgio Ricardo, Marina Lutfi e João Gurgel.

No palco, eles foram acompanhados por 80 músicos da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro. Sob a regência do maestro Cláudio Cohen, o espetáculo contou a história relatada no único poema de cordel escrito por Carlos Drummond de Andrade. Musicado pelo cantor e compositor paulista Sérgio Ricardo, a pedido do poeta, o cordel ganhou composição orquestrada por Radamés Gnatalli.

A cantora Elba Ramalho destacou que o musical é também uma forma de preservação da obra do escritor brasileiro. “Eu venho fazer esse trabalho com muita alegria. É um cordel antigo, um poema de Carlos Drummond de Andrade, um poeta que eu admiro bastante, e as obras de qualidade a gente deve preservar”, comentou a intérprete.

O espetáculo relatou a história verídica da vida de uma menina criada pela mãe como menino. A mãe acreditava que, daquela maneira, a menina teria chances de viver com dignidade. A saga de João Joana se passou no interior do Brasil durante os anos 1960.

A apresentação composta por ritmos brasileiros como maracatu, samba e baião se dividiu em quadros, representados pelas canções. Cada um dos quadros tem uma dramaticidade específica. O espetáculo contou ainda com recitativos que surgiam como lentas melodias cantadas por um dos seis intérpretes e acompanhadas por todos em uma espécie de procissão.

Emocionada, a plateia vibrou com a canção da revelação de João como mulher. “Aquela cena imprevista; causou a maior surpresa; o que tanto se ocultara; se mostrava sem defesa; João deixara de ser João; por força da natureza”, diz o cordel. Ao final do show, quando o público pediu bis, essa foi a música escolhida pelos artistas para ser tocada novamente.

Homenagem – O show conduz a uma reflexão acerca do papel social da mulher nesta semana na qual é comemorado o Dia Internacional da Mulher. Para Marina Lutfi, cantora do musical, a história verídica é muito atual. “Essa história é antiga, mas acho que ainda hoje isso deve acontecer muito. Não é a toa que há muitos movimentos a favor das mulheres”, afirmou a cantora.

Quem não teve oportunidade de assistir ao espetáculo poderá retirar os ingressos gratuitamente na bilheteria do Teatro Nacional para o musical que será reapresentado às 20 horas.

A programação cultural Março Mulher segue durante todo o mês com shows, mostra cinematográfica, exposições, poesia e debates. O Dia Internacional das Mulheres será celebrado com o show da cantora Maria Bethânia no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, às 21h. Os ingressos deverão ser retirados gratuitamente na Secretaria de Cultura.

Fonte: Agência Brasília

domingo, 4 de março de 2012

A “Estória de João Joana” reúne Elba Ramalho, Alceu Valença e Geraldo Azevedo à OSTN em homenagem à mulher.

O erudito e o popular se encontram no palco da Villa-Lobos para homenagear o Dia Internacional da Mulher quando será apresentada a “Estória de João Joana” – poema em forma de cordel escrito por Carlos Drummond de Andrade que ganhou versão musicada por Sérgio Ricardo e orquestração de Radamés Gnatalli.

Geraldo Azevedo, Elba-Ramalho e Alceu-Valença. Foto: Cristina Granato. Divulgação.

No palco a forte presença de três nordestinos que interpretam o texto de Drummond, Elba Ramalho, Alceu Valença e Geraldo Azevedo. Eles se juntam a oitenta músicos da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional, sob regência do maestro Cláudio Cohen.

Maestro Cláudio Cohen. Foto: Marcelo Dischinger.

Na estória João Joana é uma menina criada como menino pela mãe e que vive no interior do país durante os anos 60. No palco a luta pela sobrevivência ao lado da mãe ganha ênfase com a reunião de artistas de diversas formações em uma alquimia que vai da literatura à música com a alma da diversidade brasileira.
Serviço:
“Estória de João Joana” com Elba Ramalho, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Marina Lutfi e João Gurgel
Participação especial: Sérgio Ricardo
Orquestração: Radamés Gnatalli
Regência: Cláudio Cohen
Local: Teatro Nacional de Brasília
Dias 6, 7 e 8 março de 2012 às 20 horas
Tel: (61) 3325-6239 e (61) 3325-6256 das 12 às 20 horas.
Os ingressos só poderão ser retirados no dia do evento. A distribuição será a partir das 12h na bilheteria do teatro.

Censura Livre
Capacidade 1.307 lugares
Duração 1h10

Ficha técnica:
Direção Geral: Bete Calligaris e Ivan Fortes
Direção de Produção: Wladimir Duarte
Banda: Lui Coimbra (viola, violão, charango), Bororó (baixo), Jurim Moreira (bateria) e
Marçalzinho (percussão).

Fonte: Acha Brasília

Cordel sinfônico

Está de volta à cidade o musical Estória de João Joana, de Carlos Drummond de Andrade e Sérgio Ricardo

João Gurgel, Marina Lufti, Elba Ramalho, Alceu Valença, Sérgio Ricardo e Geraldo Azevedo: reencontro

Um estúdio encravado no bairro do Cosme Velho, aos pés do Cristo Redentor, foi escolhido para ser o cenário de um grande encontro entre ídolos da música brasileira. Um time do quilate de Alceu Valença, Geraldo Azevedo e Elba Ramalho, além de alguns dos mais celebrados instrumentistas do país, se reuniu para ensaiar um espetáculo já conhecido de todos. Na próxima terça-feira, eles reestreiam, em Brasília, o cordel sinfônico Estória de João Joana, o único texto do gênero escrito pelo poeta Carlos Drummond de Andrade, e musicado pelo multiartista Sérgio Ricardo.

Em 1985 e em 2001, o mesmo espetáculo foi encenado na Sala Villa Lobos, e volta à cidade no mesmo palco. Mais um detalhe: todo o elenco envolvido participou de alguma das montagens anteriores do musical. Nesta nova turnê, os filhos de Sérgio Ricardo, Marina Lufti e João Gurgel, que o acompanham em shows há mais de uma década, também fazem parte do elenco.

“Modéstia à parte, esse musical é um dos melhores trabalhos que já fiz. É um curinga para grandes momentos, quando surge uma pauta no Teatro Municipal, ou algo do gênero”, explica Sérgio Ricardo, homenageado nesta rodada de apresentações, por seus 80 anos. O trabalhou surgiu da admiração mútua entre ele e Drummond. Cantor, compositor, um dos precursores da Bossa Nova e autor de trilhas sonoras inesquecíveis do cinema nacional (entre elas Deus e o diabo na terra do sol e Terra em transe, de Glauber Rocha), ele assinou, na década de 1980, a trilha sonora do desenho animado Flicts, de Ziraldo. Drummond ouviu o trabalho, aprovou e dedicou uma crônica à composição. Daí surgiu a amizade, que acabou virando parceria. Num belo dia, Sérgio recebeu do mineiro o texto, com o pedido de que o musicasse. O resto é história.

Gripado, com dor de garganta e sem dormir, Alceu Valença (que já emprestou as cordas vocais a mais de uma apresentação da Estória de João Joana) usou a voz com moderação. Acompanhou as marcações, tirou dúvidas com o amigo Geraldo (a quem chama carinhosamente de Geraldinho) e fez graça o tempo todo. Emendou histórias hilárias, como a de um antigo episódio ocorrido com seu cabelo, “causos” pernambucanos e experiências de shows antigos. “É incrível trabalhar com o Sérgio, com poemas do Drummond, sob a orquestração original de Radamés Gnatalli. Também é muito bom, sobretudo, reencontrar amigos e antigos companheiros de banda. Esse revival vai ser sensacional”, acredita Alceu.

Raridade
Geraldinho, por sua vez, entoou com vontade todos os trechos do poema e demonstrava não ter perdido a familiaridade com a obra. O cantor nunca subiu ao palco para interpretar a saga nordestina, mas gravou em disco, ao lado de nomes como Chico Buarque e João Bosco, as palavras de Drummond na melodia de Sérgio Ricardo. Disco esse que é considerado raridade, circula como objeto de desejo entre colecionadores. “Sérgio é um mestre, que está lançando a nós esse desafio de tocar com a orquestra. Esse projeto é uma lisonja para a minha carreira”, orgulha-se.

Em Brasília, os músicos terão o acompanhamento da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional, tal qual nas apresentações anteriores. Se na noite da premiére, há quase 26 anos, o regente da noite foi Claudio Santoro, nesta montagem, a batuta ficará a cargo do maestro Cláudio Cohen, que já integrava o naipe de violinos da orquestra. Durante o ensaio, no Rio, ele acompanhou os acertos entre a banda e os cantores, anotou as entradas e adequou à partitura, para trazer as informações completas à sua sinfônica, que estará quase completa no palco, com pouco menos de 70 integrantes. Antes da estreia, a orquestra e a ala “carioca” terão três ensaios para afinar a sonoridade.

“Este projeto é importante para resgatar a obra, valorizar a literatura, os artistas e ainda homenagear a mulher”, destaca Cohen. Afinal, quando se adicionam, ao seu conjunto de músicos, pitadas de Drummond, Sérgio Ricardo, Alceu, Elba, Geraldinho e outros mestres da música nacional, a poção que resulta só pode ser mesmo mágica.

Banda
No palco, os artistas serão acompanhados pelo violonista Lui Coimbra, pelo pianista Marcelo Caldi, pelo baixo de Bororó, pelo baterista Jurim Moreira e pelo percussionista Nailson Simões. Todos integrantes da banda original.

Sertão
A história , baseada em fatos reais, chegou a ser publicada nos jornais da época. Em um lugarejo pobre e remoto, uma mulher tem uma filha, mas decide criá-la como homem, para que ela sofra menos em um ambiente machista e inóspito. O menino, batizado de João, cresce com hábitos masculinos, mas um dia, acaba parindo uma criança.

Estória de João Joana
Cordel sinfônico de Carlos Drummond de Andrade e Sérgio Ricardo, de terça (6 de março) a quinta, às 20h, na Sala Villa Lobos do Teatro Nacional (Via N2 - Setor Cultural Norte - 3325-6239). Ingressos gratuitos, retirados a partir de 12h, na bilheteria do teatro. Classificação indicativa livre.

Fonte: Correio Braziliense

Elba Ramalho, Alceu Valença e Geraldo Azevedo cantam Sérgio Ricardo

Com a agenda cheia de compromissos, a cantora Elba Ramalho foi a convidada especial da apresentadora Xuxa na edição do último sábado do TV Xuxa (Rede Globo). E na próxima semana, a artista paraibana estará de volta aos palcos, cantando com os velhos amigos Alceu Valença e Geraldo Azevedo.

Acompanhado pela Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional, o trio fará uma homenagem especial em Brasília aos 80 anos do compositor Sérgio Ricardo. Os shows serão realizados na Sala Villa Lobos do Teatro Cláudio Santoro, nos dias 6, 7 e 8 (terça, quarta e quinta).

E ainda na próxima semana, Elba realizará um show acústico no Teatro Municipal de Niterói. As apresentações estão marcadas para os dias 9, 10 e 11, às 21h.

Fonte: Visto Livre

sábado, 3 de março de 2012

“Eu via além das paredes e sonhava com o mundo lá fora”, confessa Elba

A cantora, que participa do Projeto Nordestino Sim Senhor!, da TV Asa Branca, abriu o coração e contou detalhes do início da carreira e das participações com Luiz Gonzaga

O ABTV 1ª edição desta sexta-feira (2) exibiu entrevista com a cantora Elba Ramalho. Ela participa do Projeto Nordestino Sim Senhor!, uma iniciativa da TV Asa Branca para homenagear Luiz Gonzaga. Elba foi muito próxima do ‘Rei do Baião’ e conta, inclusive, o quanto ele foi importante para a carreira da artista.

Nossa equipe de reportagem foi até o Recife para entrevistar a cantora. Ela contou detalhes de sua vida e falou sobre o quanto difícil sua carreira até chegar onde está hoje.

“Desde que criança, no Sertão, eu já era diferente dos meus irmãos. Eu sempre via além das paredes. Eu dizia que existia outros mundos e outras pessoas. Eu sempre sonhei com o mundo lá e eu quis voar. O ser humano tem que ser livre”.


Click aqui para assistir a entrevista na íntegra.

Fonte: TV Asa Branca

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Carnaval de Pernambuco encerra com Elba Ramalho e outros grandes nomes em Surubim

Cortejos de rua, o cantor Ortinho e a banda Eddie integram festa no último fim de semana do Carnaval 2012

O Carnaval de Pernambuco 2012, que desde o dia 10 de fevereiro tem animado 22 polos em todas as regiões do estado, encerra neste fim de semana a maratona de shows e cortejos de rua com grande festa em Surubim.

Já nesta sexta-feira, 24/02, moradores e visitantes conferem shows de Fim de Feira, Monica Feijó, Geraldo Maia, Karynna Spinelli e Eddie, no Pátio da Usina, a partir das 19h. O cantor Ortinho e a banda Rivrotril completam a grade de shows desta sexta, no Palco Cabaceira.

No sábado, a Orquestra Revoltosa e os cantores Belo Xis e André Rio comandam o palco principal da festa e no domingo, é a vez da cantora Elba Ramalho encerrar a folia carnavalesca no Estado.

CARNAVAL 2012
Neste ano, o Governo do Estado, através da Secult-PE/Fundarpe e Setur/Empetur, destina recursos na ordem de R$ 20 milhões com o objetivo de fortalecer o Carnaval em todas as regiões de desenvolvimento. Com cortejos e shows em 22 cidades, a programação contempla as tradicionais expressões da cultura popular pernambucana, além de grandes nomes da música local e nacional. Mais informações em www.carnavalpe2012.com.br


PROGRAMAÇÃO DE CARNAVAL 2012 - SURUBIM

SEXTA-FEIRA, 24/02
Palco Usina
19h - Fim de Feira
20h30 – Monica Feijó
22h - Geraldo Maia
23h30 - Karynna Spinelli
0h40 - Eddie

Palco Alternativo (Cabaceira)
20h - Rivotril
22h40 - Ortinho

SÁBADO, 25/02
Cortejos
9h - Afoxé Elegbará, Urso Preto da Macaxeira, Maracatu Nação Raízes de Pai Adão, Orquestra Jovem Filarmônica 28 de Junho e Maracatu de Baque Solto Estrela da Tarde de Barro Preto

Palco Usina
19h – Orquestra Revoltosa
21h - Belo Xis
2h- André Rio

DOMINGO, 26/02
Cortejos
12h – Maracambuco, Caretas de Triunfo, Pé Cará Frevo e Orquestra e Escola de Samba Imperiais do Ritmo

Palco Usina
13h30 - Orquestra Gouveia Frevo
21h – Elba Ramalho

Fonte: Nação Cultural

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Elba e Alceu Valença encerram carnaval no Recife com show e emoção

Na saideira, Orquestrão reúne 150 músicos na apoteose da folia; Fafá de Belém, Luiza Possi e Gaby Amarantos engrossaram o coro

Elba e as pernas mais comentadas da MPB no palco do Marco Zero

Como já é tradição por aqui, na terça-feira (21) a Praça do Marco Zero foi o cenário da noite de despedida do carnaval multicultural do Recife. Shows de Elba Ramalho, Alceu Valença e Spok Frevo Orquestra vararam a madrugada. Por volta das três da manhã, o público foi brindado com o espetáculo do Orquestrão, com 150 músicos que se apresentaram juntos executando frevos tradicionais e seguiram em arrastão pelas principais vias do Recife Antigo. Fafá de Belém, Luiza Possi e Gaby Amarantos também deram sua contribuição acompanhando a megaorquestra.

EMOÇÃO E HOMENAGEM A CHICO SCIENCE
Veterana de muitos carnavais na cidade, a cantora Elba Ramalho disse ao iG, antes do show, que toda vez que sobe ao palco do Marco Zero no dia do encerramento seu coração dispara. “Eu me emociono muito, não tem como não ser assim. Estou na terra do meu pai, que era músico de orquestra de frevo e morreu no ano passado, aos 93 anos. Este lugar é tão importante na minha vida que eu gravei meu último DVD (Elba - Marco Zero- Ao Vivo) aqui. É um palco sagrado, tenho um respeito profundo por esta cidade, por esta cultura tão rica”, disse Elba, que abriu a noite com “Leão do Norte”, de Lenine. Além dos passistas de frevo, a cantora trouxe da cidade de Caruaru, agreste do Estado, o grupo Pernas para Circular. Em cima de pernas de pau, fantasiados de reis do maracatu e caboclos de lança, eles acrescentaram um brilho especial à apresentação da cantora e arrancaram muitos aplausos do público.

Elba se apresenta na saideira do carnaval do Recife

Elba dança ciranda com os bailarinos, movimento que o público repetiu em comunhão

No repertório, Elba atacou de frevos tradicionais como “Vassourinhas”, “Voltei, Recife” e “Batutas de São José”. Relembrou, ainda, o mangue-beat “Praieira”, em uma homenagem calorosa ao ex-vocalista da Nação Zumbi, Chico Science. Ela embalou as músicas “Como uma Onda no Mar”, de Lulu Santos, e “Pingos de amor”, de Paulo Diniz, em ritmo de ciranda. Uma cena comovente chamou a atenção de todos. Em meio à multidão, várias pessoas se deram as mãos para dançar a ciranda, cena repetida no palco pela cantora e seus bailarinos. Espetacular!

O VIGOR ADOLESCENTE DE ALCEU, AOS 66
O cantor Alceu Valença, homenageado deste carnaval no Recife, incendiou a despedida no Marco Zero. Aos 66 anos, mostrou um vigor de adolescente. Fantasiado de El Torero Pablo Valença, fez um show comovente. Agradeceu ao Recife por ter sido reverenciado: “Quero dividir esta homenagem com vocês, que são o meu espelho e eu sou o espelho de vocês”, disse, entusiasmado. Vestido de toureiro espanhol, ele sacudia o pano rosa e amarelo (capote), peça símbolo das touradas espanholas, dando “olé” nos integrantes da banda. Um gaiato, no bom sentido. E o público o acompanhava em coro no set-list que incluiu “Morena Tropicana”, “Bicho Maluco Beleza”, "Diabo Louro", "Bom Demais" e "Anunciação". Alceu fez uma apresentação de mais de duas horas. Não fosse a apresentação do Orquestrão, que veio logo em seguida, ele, com certeza, cantaria por mais duas horas. No mínimo.
SAIDEIRA
O Recife termina mais uma edição de um carnaval que tem como viés a espontaneidade de seu povo, que vai às ruas fantasiado, se diverte sem pagar e participa da maior festa popular do mundo como protagonista de uma das cenas mais emblemáticas da cultura nacional. Como tudo aqui acaba em frevo, finalizamos citando “O último regresso”, de Getúlio Cavalcanti. “É lindo ver o dia amanhecer, com vilões e pastorinhas mil, dizendo bem, que o Recife tem o carnaval melhor do meu Brasil”. Nós concordamos!

Fonte: iG

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Elba Ramalho se apresenta no Marco Zero, em Recife, no último dia de Carnaval


Fonte: UOL/ Créditos fotos: Eduardo Queiroga

Elba Ramalho e Alceu Valença encerram Carnaval do Recife

O frevo tomou conta do Marco Zero do Recife na noite desta terça-feira (21). O ritmo, que caracteriza o Carnaval de Pernambuco, foi responsável por arrastar uma multidão para o último dia de folia na capital do Estado. Comandando a frevança estavam Maestro Spok, Elba Ramalho e Alceu Valença.

A despedida do Carnaval começou logo cedo. Às 17h, diversas agremiações se encontram para festejar mais um ano de desfiles. A partir das 21h, o Maestro Spok subiu ao palco num show com participação de Mr. Bob Mintzer e Russel. A apresentação foi marcada por homenagens ao maestro Edgard Moraes, ao sanfoneiro Dominguinhos, ao Rei do Baião Luiz Gonzaga, e ao mangueboy Chico Science.

Logo em seguida veio a cantora Elba Ramalho. Veterana na folia recifense, ela trouxe um repertório com canções inesquecíveis e frevos adaptados. Com os clássicos como “Pagode Russo”, “Frevo Mulher” e “Voltei Recife” o delírio coletivo era notório. A empolgação do público terminou por contagiar a cantora paraibana, que realizou uma apresentação para ficar na memória dos foliões.

Por volta da 1h, o homenageado deste ano do Carnaval do Recife, Alceu Valença subiu ao palco. O cantor tocou frevo, ciranda e maracatu, e colocou uma multidão para "frevar". Quando foram entoados os sucessos "Bicho Maluco Beleza", "Diabo Louro" e "Anunciação", a plateia fazia coro. O destaque, no entanto, ficou para a música "Morena Tropicana". No instante em que foi tocada, era possível ouvir os foliões em peso cantando junto com Alceu, não havia quem não soubesse a letra. Durante a apresentação, o cantor agradeceu a homenagem: "Quero dividir esta homenagem com vocês", e completou: "Viva a nossa cultura!". A plateia mais uma vez vibrou.

Depois de Alceu, veio a apoteose da folia. Onde vários maestros se reuniram para levar mais frevo ao público que não arredou o pé do Marco Zero. A folia não ficou por aí, com o dia já clareando, um arrastão de frevo seguiu pelas ruas do bairro do Recife.

Fonte: UOL

Elba Ramalho deu um banho de frevo no Marco Zero

A artista paraibana levantou a multidão que lotou o Polo Multicultural

Já é uma espécie de tradição. Pelo quarto ano seguido, a cantora Elba Ramalho sobe ao palco do Marco Zero para colocar muito frevo no pé e no juízo dos foliões que prestigiam de forma maciça a noite desta terça-feira (21), no Polo Multicultural. No repertório, canções inesquecíveis e frevos adaptados como “Leão do Norte”, que abriu o show com propriedade. A energia logo contagiou a massa que adora este ritmo centenário que mais apaixona pernambucanos, brasileiros e turistas do mundo inteiro que vêm brincar aquele que é considerado como o melhor carnaval do Brasil.
O tempo parecia parar para evocar frevos de uma época áurea e outros nem tão antológicos. Ao longo das músicas como “Pagode Russo”, “Frevo Mulher” e “Voltei Recife”, o delírio coletivo era notório. Como se estivesse regendo uma orquestra, mas de pessoas, Elba Ramalho demonstrava toda a sua empatia para com o público, que se deixava reger por uma das melhores intérpretes de frevo deste País.

Com muita energia e brilho, Elba Ramalho e sua banda coloriram ainda mais o visual do palco com personagens de pernas de pau, caracterizados como ícones do carnaval de Pernambuco tais como o Homem da Meia Noite, os rei e rainha do Maracatu e passistas. A empolgação do público terminou por contagiar a cantora paraibana, que realizou uma apresentação para ficar na memória dos foliões mais apaixonados do Carnaval Multicultural do Recife 2012.

Fonte: Carnaval do Recife

Elba Ramalho empolga multidão no Marco Zero

Elba Ramalho levou o melhor do frevo ao Marco Zero

Pode-se dizer que nesta terça-feira (21), último dia oficial do Carnaval, o Recife vivenciou o mais autêntico frevo. No Marco Zero, a noite começou com o Spok Frevo Orquestra e convidados, um pouco depois das 21h. Por volta das 23h, Elba Ramalho subiu ao palco com todo seu mix de ritmos, acompanhada por passistas e pernas-de-pau.

"Leão do Norte" foi a música escolhida para abrir a apresentação, seguida de "Quer ir mais eu", "Pagode russo", "Energia", "Quero mais", "Frevo mulher" e "Frevo galo". Era visível tamanha felicidade de estar em palco recifense. "É um prazer enorme estar aqui com vocês", entusiasmou-se Elba Ramalho. Confira vídeo antes do show:



A partir daí, só sucessos. O frevo "Ei pessoal, vem moçada, Carnaval começa no Galo da Madrugada" levantou o público refletindo um clima saudosista entre os foliões. Outros que deixaram um gostinho de quero mais, já na madrugada desta Quarta-feira de Cinzas (22), foram "Voltei Recife" e "Hino do elefante de Olinda".

Entre uma perfomance e outra, a cantora paraibana se sentia desconfortável com a sandália gladiadora que usava. Em dois momentos do show foi preciso uma "forcinha" da produção para fixar o calçado, mas nada que não pôde ser resolvido. Ramalho foi até o camarim e voltou com outra sandália dourada - essa aguentou o pique até o fim.



Probleminhas à parte, Elba voltou e colocou a multidão para cirandar, com releituras para "Pingos de amor" e "Como uma onda". Mas o público se entregou mesmo ao som de "Essa ciranda quem me deu foi Lia".

"Como está o meu tempo? Se faltar pouco eu vou meter pauleira aqui", disse Elba arrancando gritos eufóricos dos presentes. Provavelmente após receber uma resposta positiva, ela continuou: "Então vamos fazer um frevo de bloco?", cantando as marchinhas "Último regresso" e "Quanto riso, oh, quanta alegria".

Também no repertório da noite, homenagens a Chico Science com "Praeira" e a Alceu Valença com "Morena tropicana". Além dos hits "Ai que calor" e "Arreia a lenha".

"Ainda bem que parou de chover, né? Eu fui para o Galo, choveu. Fui para Olinda, choveu. Fiz dois shows por dia. Aí hoje acordei meio gripada. Mas disse, não, hoje é o último dia, eu vou!", contou a cantora, empolgando o público.

Em seguida, Elba fez uma homenagem ao compositor Carlos Fernando. "Agora eu vou cantar um dos primeiros frevos que eu gravei, e que arrebentou no Brasil", lembrou, puxando o "Banho de cheiro". A cantora se despediu do palco do Marco Zero com "Vou deixar" e "O bicho vai pegar".

Ainda nesta madrugada, o homenageado do Carnaval 2012, Alceu Valença, faz show no polo. Para finalizar, a apoteose e o arrastão do frevo.

Fonte: NE10

Elba Ramalho canta e agita foliões no Carnaval do Recife

A cantora Elba Ramalho foi um dos destaques do Carnaval no Recife, no último sábado (18). A artista agitou uma multidão em cima do trio e mostrou que ainda sabe comandar uma festa. Algumas celebridades como MariMoon, Chico Diaz, Luiz Melodia e Chico César conferiram a apresentação da veterana em um dos camarotes locais.

Fonte: Virgula

Elba contagia foliões com repertório recheado de frevo

A cantora empolgou público com sucessos em show no Recife

O show de Elba Ramalho na noite da última terça-feira (21) no Recife mostrou mais uma vez que a cantora parece estar imune ao tempo: com uma energia interminável e enorme simpatia, a cantora contagiou o público desde a primeira música.

"É sempre maravilhoso cantar no Recife, todas as vezes em que vim foram emocionantes", contou ela antes da apresentação. "Estava com saudades desse Carnaval cultural, pacífico, com pessoas lindas". Ciente do público a que cantou, Elba recheou a apresentação com frevos que puseram os foliões para pular.

Ao cantar o hino do Galo da Madrugada, considerado o maior bloco de rua do mundo, dos Batutas de São José, também recifense, que completa 80 anos neste ano, Voltei Recife, do famoso compositor Capiba, ou o hino do bloco Elefante, homenagem a Olinda, Elba foi acompanhada o tempo todo pelo público. Sem parar o som um minuto, ela emendou várias outras canções animadas, como Me Segura que Senão eu Caio e Banho de Cheiro, ou até Vou Deixar, do Skank, e Como uma Onda, de Lulu Santos, agitando os foliões do início ao fim.

Fonte: Diversão Terra

Elba Ramalho brilha no palco da Avenida Brasília Formosa

Uma das atrações mais esperadas no polo descentralizado de Brasília Teimosa chegou incendiando a galera que aguardava com ansiedade pelo show da paraibana mais pernambucana do Brasil: Elba Ramalho.

Apesar de ter feito outras apresentações ao longo desse domingo (19) no Recife, Elba mostrou que tem energia para dar e vender e contagiou o público logo na abertura do show, cantando Leão do Norte e levando o público da Avenida Brasília Formosa foi ao delírio.

Com um figurino diferenciado e moderno, inspirado no Oriente, destacando o ouro envelhecido, a cantora literalmente brilhou no palco, acompanhada de bailarinos e músicos convidados, como o sanfoneiro Mestrinho de Aracaju.

A cantora mostrou-se muito simpática e por diversas vezes conversou com o público durante a apresentação, dizendo que estava ansiosa para realizar o show. “Esperei uma hora e meia para estar aqui, rezei o terço, relaxei e agora estou muito animada para fazer este show”, declarou aos fãs.

Os foliões dançaram ao som de muitos sucessos, como Frevo Mulher, Hino do Galo da Madrugada, Me Segura Que Senão eu Caio e Noite dos Mascarados”. O frevo, ritmo característico do carnaval pernambucano, foi, sem dúvida, o elemento predominante do show da cantora no Polo de Brasília Teimosa.

Fonte: Carnaval do Recife

Elba Ramalho e Joelma agitam foliões no Galo da Madrugada

Um dos trios que espalhava animação era o de Elba Ramalho, Jorge Vercillo e maestro Spok, grande nome do frevo pernambucano

Quando se fala do Galo da Madrugada, maior bloco de rua do mundo, não é exagero dizer que ninguém fica parado. Enquanto os trios elétricos percorriam as ruas do centro do Recife lentamente, a agitação tomava conta dos foliões, que dançavam ao som de vários sucessos do axé e de muito frevo.

O trio que carregava Joelma e Chimbinha, da Banda Calypso, era um dos mais animados. Incansável, a cantora emendava uma música na outra enquanto um cortejo histérico rodeava o carro dançando e cantando junto. Até os foliões que improvisaram camarotes em comércios ao longo da via saíam para pular.

Outro trio elétrico que espalhava animação era o de Elba Ramalho, Jorge Vercillo e maestro Spok, grande nome do frevo pernambucano. Até as músicas de Vercillo, mais melosas, ganhavam um ritmo de frevo. O vozeirão de Elba Ramalho cantava muito axé e embelezava outros clássicos, como a tradicional marchinha de Carnaval Bandeira Branca e 'Noite dos Mascarados', de Chico Buarque.

Fonte: Diversão Terra