sexta-feira, 31 de julho de 2009

Feira de São Cristóvão abre as portas para o Sarau com Elba Ramalho

Na gravação dessa semana fomos até a Feira de São Cristóvão - reduto nordestino no coração do Rio de Janeiro - para gravar um encontro típico de São João: Elba Ramalho e Antônio Nóbrega!
No dia da gravação, a Feira não abria, mas a hospitalidade era tanta que vários lojistas fizeram questão de estar presentes e nos ajudar com o cenário - uma recriação do sertão nordestino.
Não faltou nada no nosso sertão: redes, bebidas típicas, bonecos de barro, Lampião e Maria Bonita…
Chegamos à Feira às 11H e não paramos até o final do dia…

Primeiro, tínhamos que arrumar as barraquinhas - que tinham que ficar posicionadas atrás dos convidados. Depois fomos montar uma espécie de mini-palco, onde a Elba, o Nóbrega e o Chico ficariam sentados.
Quando nossa diretora chegou, partimos para a ilustração do cenário: pegamos redes, bonecos de barro e vários objetos para caracterizar o local da gravação. Os lojistas estavam muito empolgados e nos ajudaram muito!
Aos poucos, foi chegando mais gente… Fizemos retoques na luz, os cinegrafistas ligaram as câmeras para marcar os planos dos convidados e o pessoal da quadrilha chegou (sim, tivemos uma quadrilha! Cerca de 20 pessoas foram prestigiar nossa gravação e iluminar ainda mais o cenário).
Por volta das 17H, Elba chegou. Um doce de pessoa… Aguardou com paciência os últimos retoques e a chegada do Nóbrega e do Chico.

Depois que todos chegaram, ainda tivemos que esperar um pouco para os técnicos de áudio posicionarem os microfones corretamente. E quando tudo parecia perfeito, passou um avião…
Mais outro…
E outro…
Como a noite parecia mágica e São pedro estava ajudando - segurando a chuva - os barulhos não interromperam a gravação.
Cerca de 40 pessoas olhavam atentas para cada gesto, palavra e som que vinha do mini-palco.
No final de tudo, o clima era de festa!
A quadrilha tomou conta do cenário, Elba e Nóbrega dançaram pra caramba e tiraram fotos com os fãs.
Câmeras desligadas, cenário desmontado, equipe desmembrada.
Foi-se mais um dia de gravação.
Mas Elba ainda continuou na Feira com a promessa de fazer novos shows nesse grande caldeirão cultural.
E ao voltar pra casa, São Pedro deu o ar da graça, brindando-nos com uma chuva…
Que benção não ter chovido durante as duas horas de gravação!

Fonte: Blog do programa Sarau
Gabriel Lima para o Leoa do Nordeste

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Elba Ramalho faz Bonito arrastar o pé na 1ª noite do Festin

Na primeira noite do 10º Festival de Inverno de Bonito, o tom da festa veio do Nordeste, na fala arrastada e no gingado malemolente de Elba Ramalho. Para comemorar seus 30 anos de carreira, a cantora paraibana fez um passeio por sua carreira de intérprete, entoando composições de Domiguinhos, Luiz Gonzaga, Acioly Neto e Zé Ramalho.

Composto por ritmos tipicamente nordestinos, o show empolgou o público, que não precisou desembolsar nada para ver uma das maiores estrelas da MPB. “Um show serve para aproximar as pessoas e fazer com que elas se divirtam. Por isso, vamos viver com alegria e felicidade”, convidou Elba.

Músicas conhecidas como ‘Asa Branca’, ‘Homem com H’, ‘Xote das meninas’ e ‘De volta pro aconchego’ animaram os bonitenses e os visitantes do Mato Grosso do Sul, do Brasil e até do exterior. E o show de Elba não precisa de pirotecnia, grandes cenários ou efeitos impactantes.

A apresentação da paraibana se fez no arrastar das ‘chinelas’, no chacoalhar os quadris, balançando a cabeça, agitando os braços e soltando a voz, mesmo que a letra não venha completa na mente. É no passo miudinho, no rebolado do convidado ilustre João Antonio, no fole da sanfona e no toque da zabumba que a festa ficou pequena para o espaço da Grande Tenda.

Durante o show, Elba recordou do álbum lançado em 2007 (“Qual assunto mais lhe interessa?”), lançado por seu próprio selo musical, representando um desprendimento da cantora e um avanço musical e pessoal, coroado pelo Grammy Latino recebido pela obra.

Bonito foi agradecido diversas vezes pela cantora, que improvisou um jazz, cantou à capela, entoou canções em inglês, recordou a parceria com Zé Ramalho (na histórica ‘Chão de Giz’), tocou triângulo e mostrou todo seu gás dançando pelo palco, e sendo requisitada a voltar – de novo figurino – para uma parte ainda mais animada do show.

Ao final, Elba lançou um ‘Banho de cheiro’ em Bonito, agradecendo pela receptividade e declarando-se feliz por participar desse importante evento cultural, que já integra o calendário nacional dos grandes festivais.

Agenda:
Nesta quinta-feira (30), Bonito recebe a cantora mato-grossense Vanessa da Mata, além da vasta programação com exposições, oficinas, cinema, dança e teatro. Confira as opções em www.festivaldebonito.com.br


Fonte: MS Notícias

Grande homenagem ao rei do baião

Discípulos de Luiz Gonzaga, como Elba Ramalho, Dominguinhos e Alceu Valença, apresentaram-se no Vale do Anhangabaú

No dia 2 de agosto fará 20 anos que o Brasil perdeu um de seus maiores artistas populares: Luiz Gonzaga (1912-1989), o rei do baião, o homem que carregou a bandeira do agreste no fole de sua incomparável sanfona, na voz da seca, poderosa e comovente, nas canções que se tornaram hinos da nação nordestina. Um grande evento musical no Vale do Anhangabaú reuniu discípulos do mestre, como Dominguinhos, Alceu Valença, Elba Ramalho, Oswaldinho do Acordeon e vários outros prestando homenagem a ele.

Além desses, se apresentaram outros grupos e artistas nordestinos, como Antônio Nóbrega, Cordel do Fogo Encantado, Banda de Pífanos de Caruaru, Orquestra Popular de Recife, Trio Virgulino e a Família Gonzaga. Além dos shows musicais, que incluiu grupos de maracatu e duplas de emboladores, como Caju e Castanha, o evento teve espetáculos teatrais e circenses, barracas com comidas típicas e artesanato de cada Estado do Nordeste.

O legado de Mestre Lua, de vida e obra que se confundem, é imensurável não só para os artistas e a população nordestina. Não há festa de São João sem seus baiões, xotes, xaxados e quadrilhas. Como diz Elba, qualquer coisa relacionada a esses ritmos do forró provém dele.

Nos shows, os cantores e músicos vão mesclar repertório próprio e clássicos de Gonzagão que gravaram ao longo da carreira. Elba e Dominguinhos já dedicaram discos inteiros ao mestre e lembram de sua ligação com ele. "A homenagem é mais simbólica, vai da memória, do coração, da lembrança afetiva que a gente tem dele e de toda influência que ele tem em nosso trabalho", diz Elba.

"Tive a honra de estar perto dele, de ter o carinho dele e a ratificação em relação à minha pessoa, no sentido de levar adiante o que ele tinha semeado", lembra a cantora. "A obra de Gonzaga é muito rica e surpreendente. Cezinha, que hoje é meu namorado, é um grande sanfoneiro. E ele diz que Gonzaga já tinha todos os elementos: o que ele fazia no acordeom poucos sanfoneiros no Brasil conseguem fazer." Dominguinhos concorda: "Além de cantar muito bem - tinha um peito muito forte, de aboiador -, era um sanfoneiro extraordinário."

A paraibana Elba frisa que, "além da voz linda e das qualidades como compositor, era um grande instrumentista e um músico extraordinário", que começou compondo valsas e choros instrumentais até virar a mesa com a invenção do baião. "Até hoje, em algumas músicas a gente raramente mexe nos arranjos que ele fez nos anos 50 e 60. Ele já vinha com tudo completo, com muito bom gosto e muito moderno." Um exemplo é a gravação dele para O Fole Roncou, que tem 60 anos, e até hoje não precisa que se altere o arranjo. "Era um artista completo."

Dominguinhos deve o início de carreira ao incentivo que recebeu dele. "Gonzaga foi meu segundo pai. Quando cheguei no Rio de Janeiro em 1954, com meu pai, fomos atrás dele, que me deu uma sanfoninha de 80 baixos", lembra. "Pronto, aí não saí mais do mocotó dele. Ia todo dia pra casa dele, via os ensaios, ia às gravações, e fui aprendendo com ele", conta.

Conterrâneo do ícone pernambucano, Dominguinhos é um dos muitos que não conseguem ouvir sem chorar A Triste Partida - saga das mais emocionantes sobre os retirantes flagelados da seca, escrita pelo poeta Patativa do Assaré e que Gonzaga popularizou. Esse poema é para ele um dos marcos da carreira de Gonzagão. "Ele era uma figura extraordinária. Dentro da nossa estrutura musical nordestina, foi a pessoa quem mais chegou perto de mudar as coisas", observa. "Era como um deputado, que gostava de seu lugar e ficava reivindicando melhorias aos governantes. Músicas como Vozes da Seca fizeram com que os políticos olhassem um pouco para o Nordeste."

Pernambucano do Recife, Antônio Nóbrega é de outra escola musical. "Diferentemente de Elba e Dominguinhos, cheguei a Luiz Gonzaga não como cantor, mas como instrumentista do Quinteto Armorial. Gravamos até uma versão de Algodão. Só depois é que vim me afeiçoar à música dele interpretando como cantor, a partir da década de 80", lembra. "Mas apesar das diferenças e das leituras que a gente possa fazer de sua obra, é fundamental reconhecer que ele é fundador desse gênero. Antes de Gonzaga a música nordestina era uma, depois passou a ser outra, pela importância capital da obra dele."

E, sendo do Recife, Nóbrega conviveu desde cedo com seus clássicos nas festas juninas. "São João sem Luiz Gonzaga não dá aderência", diz. Asa Branca, seu clássico mais evidente, é um dos hinos nacionais. Outros como Xote das Meninas, Assum Preto, Respeita Januário, Sabiá e muitos mais, atravessam gerações e agora ecoaram no Anhangabaú.

Fonte: Estado de São Paulo/ Texto de Lauro Lisboa Garcia adaptado por Gabriel Lima

No centro, 200 mil celebram Gonzagão

Xaxado, forró, coco, xote, ciranda, embolada e, é claro, o baião não poderiam faltar nos três dias de shows em homenagem a Luiz Gonzaga, no Vale do Anhangabaú, centro da cidade mais nordestina do País. Mais de 200 mil pessoas, segundo estimativa da Guarda Civil Metropolitana, enfrentaram o frio em mais de 30 horas de shows da Virada Nordestina.

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), subiu ao palco com Dominguinhos, no sábado. Eles cantaram Baião Número 1, de Luiz Gonzaga.

Dois palcos foram montados. Houve também apresentações de bonecos de mamulengo, performances sobre pernas de pau e danças do maracatu. O tempero nordestino invadiu as barracas de comidas típicas.

Ontem, o irrequieto Antonio Nóbrega tocou violino de joelhos e desceu do palco para dançar com o público. Sem reclamar, os seguranças fizeram escadinha para ajudá-lo a voltar ao microfone. "São Paulo é a cidade de muitos nordestinos e faltava um evento como esse. Luiz Gonzaga soube entender a música do sertão e trazê-la para os grandes centros", disse o multi-instrumentista pernambucano.

Alceu Valença encerrou o evento, ontem, com um show misturando acordes de guitarra e sanfona. "Gonzagão foi o primeiro a difundir a música nordestina dos emboladores e repentistas. Ele teve o papel relevante de fazer o Brasil olhar para dentro", disse Valença.

Repertório de outros nordestinos ilustres fizeram parte do espetáculo, como Jackson do Pandeiro e Sivuca. O evento ainda teve a sanfona de Dominguinhos, a voz potente de Elba Ramalho, a inovação do Cordel do Fogo Encantado, a simplicidade da Banda de Pífanos de Caruaru e o repente da dupla Caju & Castanha.

Gutemberg Dantas, de 39 anos, 9 deles em São Paulo, acredita que o evento ajuda a valorizar a cultura nordestina. "Muitos não conhecem a própria cultura", disse ele, que tem a bandeira de seu Estado, Pernambuco, tatuada na perna.

Fonte: Estado de São Paulo/ Texto de Mônica Cardoso
Gabriel Lima para o Leoa do Nordeste

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Promoção no Site Oficial

Agarre o seu Balaio de Amor!

28 de julho de 2009

Quer ganhar o novo disco da Elba Ramalho? Solte a sua imaginação e conte para a gente o que representa para você a música É só você querer através de um vídeo ou uma imagem.

Vale usar o recurso que você quiser: pode ser um desenho, uma fotomontagem, ou um vídeo criativo. Se você escolheu criar uma imagem, ela deve estar em formato .JPG e ter no máximo 500k . E se você fizer um vídeo, poste no Youtube e mande a URL para a gente.

Todo o material enviado para esta promoção cultural deve ser inédito e você deve ser o autor ou um dos autores da imagem e/ou vídeo.

Mande a imagem ou a URL do vídeo para promocao.elbaramalho@gmail.com até o dia 18 de agosto com o título “Quero o meu Balaio de Amor” com seu nome completo, RG, idade e telefone de contato. O material será selecionado pela equipe do site e os dez melhores ganharão o novo disco da cantora.

Ao participar da promoção cultural, você aceita ter sua imagem e vídeo publicados no site.

O que está esperando? Abuse da criatividade e mande logo!

Fonte: Site Oficial

Elba Ramalho abre hoje Festival de Inverno de Bonito

A cantora paraibana Elba Ramalho vai abrir esta noite a temporada de shows da 10º edição do Festival de Inverno de Bonito. O evento acontece na grande tenda, com entrada gratuita.

Este ano, Elba comemora 30 anos com o disco “Balaio de Amor”, que vem homenagear os ritmos nordestinos e o samba. Durante sua trajetória, a cantora acumulou seis discos de platina e 13 de ouro.

Ela surgiu aos olhos do público brasileiro no final da década de 70, após integrar o elenco da montagem original da peça “A ópera do malandro”, de Chico Buarque.

Ela surpreendeu o País com seu primeiro LP “Ave de Prata”, inspirado na composição homônima de Zé Ramalho. O trabalho de lançamento já incluía diversas músicas de compositores nordestinos, uma das marcas da cantora ao longo da carreira.

Antes do show de Elba, acontece a abertura do festival, na praça da cidade. O ato acontece às 19h30, com a presença do governador André Puccinelli (PMDB). Outros músicos de destaque nacional hoje foram escalados para o Festival de Inverno de Bonito, como Seu Jorge, Vanessa da Mata e Caetano Veloso.

Nesta quarta também será feita a abertura das exposições Arte aos Pedaços, Meio Ambiente e Projeto Ecos, na Galeria de Arte de Bonito. Também nesta quarta-feira será aberta as mostras Isso Aqui é Bonito, Vertigens e Desdobramentos, e Artes de Bonito, na Galeria do Festival. Todos esses lançamentos serão simultâneos, às 20 horas.

No Pavilhão das Artes haverá a abertura da exposição de artesanato e na Praça da Liberdade a exposição fotográfica Thiago Mello, Grupo Acaba e Roberto higa. Às 20 horas, no mesmo espaço, a Banda Musical Águas de Bonito se apresenta, assim como os Capitães de areia na terra do Nunca e o projeto Toro Candil de Porto Murtinho.

Também na Praça da Liberdade haverá hoje o show do Grupo Acaba, um dos homenageados na décima edição do Festival de Bonito.

Fonte: Campo Grande News

Elba se apresenta na inauguração do novo ponto Cem Réis

A terceira cidade mais antiga do país deve começar a comemorar seus 424 anos já terça-feira, dia 4, véspera de seu aniversário. Quatro atrações irão se apresentar no centro de João Pessoa, na inauguração do novo Ponto de Cem Réis; dentre elas a cantora paraibana Elba Ramalho.

Elba deve se apresentar a partir das 22h, no palco montado na Rua Visconde de Pelotas, cantando seus velhos sucessos e também seu novo trabalho "Balaio de Amor", que comemora os seus 30 anos de carreira.

Além de Elba, a programação, que tem início a partir das 16h, conta com a apresentação do grupo de percussão da Emlur, Baticumlata, de espetáculos de dança e com shows de Mané de Bia, da Orquestra Sanhauá e do cantor Adeildo Vieira.

O prefeito Ricardo Coutinho comanda a cerimônia que marca a entrega da obra à população, às 18h.

A praça do novo Ponto Cem Réis terá em um dos seus bancos uma estátua, feita em tamanho natural, posicionada em frente ao Hotel Paraíba Palace, do compositor Livardo Alves, imortalizado no cenário brasileiro por suas composições, entre elas a famosa marchinha carnavalesca Marcha da Cueca.

Fonte: O Norte Online

segunda-feira, 20 de julho de 2009

A fase dourada de Elba Ramalho

Enquanto Daniela Mercury começava a mostrar seu canto na cidade de Salvador, Ivete Sangalo levantava a poeira do pátio da escola e Cláudia Leitte ainda estava em fase de amamentação, outra estrela dominava os palcos com música de apelo sensual e dançante. Naquele início dos anos 1980, Elba Ramalho fazia multidões de fãs tirarem os pés do chão, pavimentava o terreno para as divas da axé music e conquistava popularidade inédita em sua trajetória.

Para comemorar os 30 anos de carreira discográfica da intérprete, a Universal Music relançou quatro álbuns produzidos naquele período: Alegria (1982), Coração Brasileiro (1983), Do Jeito que a Gente Gosta (1984) e Fogo na Mistura (1985). Todos têm preço médio de R$ 25. "Essa foi a minha fase de estouro. Fiz uma temporada longa no Rio de Janeiro, no Teatro Casa Grande, com o Alegria. Foi quando a crítica começou a se render e ver quem era verdadeiramente Elba Ramalho. O show era maravilhoso e um grande sucesso de bilheteria", relembra a cantora.

No repertório da bolachinha responsável por escancarar as portas do mainstream para a paraibana - que havia lançado três discos sem repercussão -, destaca-se o xote Bate Coração. Depois de demarcar espaço privilegiado na programação das rádios, a música fez com que o disco atingisse a expressiva vendagem de 310 mil cópias.

No trabalho seguinte, impulsionado pelo hit Banho de Cheiro, Elba superou essa marca, com 400 mil cópias vendidas. "O Coração Brasileiro foi arrebatador, o disco que mais vendeu. Nessa época, tive a parceria com o Mazzola (produtor musical), que também foi bacana. O César Camargo Mariano fez um arranjo lindo para Canção da Despedida."

PALCO
Os discos seguintes consolidaram o sucesso da estrela, que se notabilizou não somente pelas interpretações no estúdio, mas, principalmente, por suas vigorosas performances no palco. Os shows eram marcados pela exuberância estética e a produção cuidadosa, frutos da experiência de Elba em produções teatrais.

Em 1978, ela integrou o elenco da peça Ópera do Malandro, de Chico Buarque. "Eu primava muito pelos espetáculos. Nenhuma cantora fazia produções hollywoodianas como eu fazia", comenta.

Para manter o fôlego admirável que encantava as platéias (durante as apresentações, Elba perdia até 2 kg), ela não fazia nenhum tipo de aquecimento vocal ou corporal. "Naquela época, não tinha o rigor que tenho hoje. Cantava e farreava também, me divertia à noite. Hoje, tenho muito mais disciplina. Faço yoga e vou à academia. Por incrível que pareça, tenho o mesmo vigor, canto melhor e me posiciono melhor no palco", garante.

REFERÊNCIA
A energia e a musicalidade da estrela tornaram-se referências para cantoras de gerações posteriores. "Teve um show meu com direção do Jorge Fernando, em que lancei o Carlinhos de Jesus. Quando me apresentei em Salvador, a Daniela foi me ver. Ela disse para mim: ‘É isso que eu quero fazer''. A Ivete, quando estava começando, chamei ela para cantar comigo Bate Coração. Ela estava toda nervosa. Sei que as duas já nasceram grandes, não precisaram de mim para nada, mas me honra bastante que tenha podido somar, em algum momento, para a carreira dessas estrelas da música popular brasileira."

Fonte: Diário do Grande ABC
Créditos: Dojival Filho

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Shows em homenagem a Luiz Gonzaga dominam o Anhangabaú

Elba Ramalho abre a 'virada', que terá o veterano Dominguinhos, Antonio Nóbrega e Alceu Valença, entre outros

Dominguinhos e Elba Ramalho, duas fortes atrações da programação

SÃO PAULO - Há 20 anos, morria o criador do maior clássico do baião, ‘Asa Branca’. Com uma espécie de ‘virada cultural’ nordestina, a Secretaria Estadual de Cultura celebra a obra de Luiz Gonzaga, desta sexta, 17, a domingo, no Vale do Anhangabaú.

Para homenagear o artista pernambucano, nove estados do Nordeste estão representados no evento. Além de barraquinhas de artesanato e comidas típicas, um palco serve de plataforma para os ‘filhos de Gonzaga’ fazerem seu tributo.

Elba Ramalho abre a ‘virada’ às 18h. Já na madrugada, à 0h30, Lirinha comanda o Cordel do Fogo Encantado. Novos talentos, como Seu Chico (14h), e o veterano Dominguinhos (19h) fazem show sábado. Domingo, tem Antonio Nóbrega (14h) e Alceu Valença (18h).

Serviço:
Homenagem a Luiz Gonzaga: Vale do Anhangabaú, Centro, metrô Anhangabaú e São Bento. Quando: hoje (17), 18h/3h; sáb., 10h/3h; e dom., 10h/18h.
Quanto: Grátis. Programação: luizgonzaga.sp.gov.br

Fonte: O Estado de S. Paulo

Momento Paparazzo

Elba Ramalho passeia com as filhas no Rio de Janeiro

Cantora vai a shopping na cidade

Nesta quinta-feira, 16, a cantora Elba Ramalho deu um passeio com as filhas no Rio. Elba levou Maria Paula e Maria Clara para dar uma volta no shopping São Conrado Fashion Mall, na Zona Sul da cidade. As três aproveitaram o programa para irem ao cinema. Denis Carvalho, a mulher Deborah Evelyn e a filha do casal, Luíza, também estiveram no local.

Elba Ramalho passeia com as filhas em shopping

Elba Ramalho leva Maria Pula e Maria Clara ao cinema, e, ao lado, Denis Carvalho, Deborah Evelyn e a filha do casal, Luíza

Fonte: EGO

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Túnel do Tempo: Gravação do DVD Canta Luiz

Elba conta como foi desafio de gravar DVD em um único show

Domingo, 10 de novembro de 2002

Elba Ramalho vai para o México se apresentar nos próximos meses - apesar de não sair muito do país por achar que o "mundo anda meio esquisito". Mas antes disso, pisa no palco do Ibirapuera, em São Paulo, neste domingo, às 11h. E não vai só, vai acompanhada de um forró da nova geração, o grupo Falamansa. Além das bandas animadas dos dois artistas, a Orquestra Arte Viva, sob regência de Amilson Godoy, vai ajudar a complementar o clima.

O show era para ter sido realizado no começo do ano, mas contratempos impediram a realização do evento. Agora, Elba simpaticamente pena para se lembrar do repertório que ensaiou com o Falamansa. "Sei que vamos tocar juntos Asa Branca, mas a outra música me esqueci. Até pedi as fitas dos ensaios para me recordar", explica Elba ao Terra.

A cantora já tem planos para os próximos meses. Não quer se afastar do show Elba Canta Luiz, que gosta muito, então gravou em outubro um DVD e CD retirados de uma única apresentação ao vivo, o que ela mesma considerou uma temeridade. "Ninguém faz isso, pois tudo tem de dar certo", explica, acrescentando que o primeiro DVD dela terá muitos bônus, como backstage, making of e imagens de shows de arquivo.

Confira a entrevista com Elba Ramalho:

No dia 26 de outubro passado você gravou seu primeiro DVD. Como foi a gravação? Deu tudo certo?
Foi lindo, estava superlotado. Dominguinhos compareceu e foi uma performance a favor - em uma noite só. Já vi o material e não vamos fazer nenhum tipo de correção. Gostei bastante, foi um show pesado, puxado, com muita performance. Valeu o talento das pessoas envolvidas, o meu empenho e o do próprio público. Tem uma força o disco.

Ele vai virar CD também?
Sim, vai.

E é difícil "matar" tudo em um show só, não?
Impossível. Quase nenhum foi feito assim. Principalmente porque envolve uma performance com danças. Tudo tem de dar certo. Quando comecei o show, por exemplo, meu microfone pifou. Se tivesse um segundo show, não me preocuparia. Repeti duas músicas, mas a parte com o Zeca ficou muito legal.

Vai ter algum bônus especial no DVD, imagens de bastidores?
E eu tenho arquivo de carreira que passei para o pessoal colocar também no DVD. Vai ser uma coisa dedicada, com edição e montagem legal. Vai ter making of, arquivos de outros shows, isso para o fã "capataz", que pressiona muito.

Eles têm uma relação passional com o artista.
Sim, até é uma coisa que fiquei impressionada. No meu site, por exemplo, os fãs mandam emails dizendo que está desatualizado, que a equipe é incompetente. É impressionante como as pessoas passam os dias bisbilhotando. É só ver o caso da Gal Costa, quando ela apareceu naquela foto com o Antonio Carlos Magalhães. Ela teve de se retirar do Brasil! Coitada. E no fim são essas mesmas pessoas que botaram o homem novamente no poder. O Lula que aguarde, pois a cobrança vai ser grande. Vão ficar com chicote. O caso da Regina Duarte. Pôxa, todo mundo caiu em cima. É um direito dela dizer que receios ela tinham em relação ao futuro do país. Eu acho que as pessoas não podem ficar julgando as outras.

Elba Canta Luiz já vendeu 100 mil cópias. Ele está melhor que seu CD anterior?
Não me preocupo muito com vendas. Tenho uma agenda lotada de shows, uma apresentação muito bonita feita pelo Gabriel Vilela. Estou vivendo um momento esplendoroso. O resto é supérfluo. Não tenho ambições mercadológicas. Mas sim, o Elba Canta Luiz vendeu mais que o anterior.

É a primeira vez que tocam juntos?
Sim, na verdade esse show era para ter acontecido no começo do ano, mas com as chuvas e o Ibirapuera fechado para esse tipo de evento, tivemos de esperar agora. Na época ensaiamos com a orquestra, mas tivemos de adiar.

Vão fazer que músicas juntos?
Tem umas duas. Sei que uma é Asa Branca. Ensaiei na época, mas devo admitir que não me lembro qual é a outra. Até hoje estou recebendo as fitas do ensaio para poder me lembrar. Amanhã eu e o Falamansa vamos nos encontrar para definir mais alguma coisa. Sei que vamos ter duas passagens em conjunto no palco, com a orquestra. Os ensaios foram há seis meses.

Vou citar uma frase sua: "Já ouvi muita musiquinha que está por fora. Gosto das bandas universitárias. O que acontece é que um Falamansa vende 1 milhão de copias e aí um monte de outros grupinhos aparecem imitando. E fica um clichê, uma xerox da xerox, um xotinho de pé de serra, sabe?". Isso continua acontecendo hoje, um ano depois de sua declaração?
Isso continua, criam-se muitas bandas. Algumas ótimas e afinal todo mundo merece um lugar ao sol, quem sou eu para julgar. Não tenho uma postura crítica, principalmente contra um colega. Nenhuma estrela deve atropelar a outra. O problema é que a cópia começar a gastar. Veja o axé. Surgiu a Daniela Mercury e aí com o tempo vieram todas as outras e hoje acabou. A mesma coisa com o pagode, o sertanejo. Aliás, o sertanejo é o que dá mais certo. É uma música bem colocada e faz sucesso mesmo, tem um mercadasso. Nós que fazemos música nordestina, como o Dominguinhos, que tem essa estética toda, também temos de ter cuidado também. Já quem tem aquela visão de que é uma coisa menor. Agora, o povo viu que o forró é engraçado, amoroso, simples e profundo - como é o samba. Que no fundo o Gozagão é como o Ari Barroso. Mas está havendo um desgaste, começou a ficar uma mesmice. Antes das pessoas copiarem o que o Falamansa faz, o importante é que as bandas procurem pela qualidade, uma harmonia. Os trios regionais, por exemplo, estão muito bem armazenados. Tem trio que mesmo o sanfoneiro não sendo tão bom, o resto do pessoal tem uma verve.

Fonte: Terra
Créditos: Ricardo Ivanov

terça-feira, 14 de julho de 2009

Momento Paparazzo

Elba Ramalho almoça em restaurante no Leblon

Cantora foi vista nesta terça-feira, 14

Elba Ramalho almoçou em um restaurante no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro, nesta terça-feira, 14. Ao sair do local, a cantora era só sorrisos e não se incomodou com os flashes dos fotógrafos.

Fonte: EGO

Elba Ramalho remasterizada

A paraibana Elba Ramalho vive de superação. Sua carreira oscilou entre a beleza rústica de "Ave de Prata" e a beleza plena de "Leão do Norte", discos separados por mais de duas décadas. Mas não é sobre esses dois maravilhosos álbuns que devemos discorrer nesse momento em que a artista celebra seus 30 anos de carreira, mas sim sobre as quatro reedições de discos importantes na sua obra, e o link que eles possam ter com o recém-lançado "Balaio de Amor".

O que a Elba de hoje tem a ver com a Elba de 1979? Muita coisa. Pelo menos no que diz respeito à forma como a intérprete registrou a música regional nordestina sem perder contato com nomes como os de Chico Buarque, por exemplo, e saiu ilesa. A gravadora Universal Music acaba de reeditar quatro obras bastante significativas para a afirmação de Elba Ramalho no contexto abrangente que se abriga na sigla MPB. "Alegria" (1982), "Coração Brasileiro" (1983), "Do Jeito que a Gente Gosta" (1984) e "Fogo na Mistura" (1985) deram a artista status pleno de estrela da Música Popular Brasileira.

Se o disco de estreia, "Ave de Prata", rasgou o véu dos limites estabelecidos pelo preconceito estético, estes que acabam de ganhar edições remasterizadas e com encarte farto de informações, mostram-na fiel à proposta inicial, sem sinais de acomodação. Elba Ramalho foi muito corajosa, temos de admitir. E admito isso hoje fazendo uma meia-culpa porque quando ela fez sua estreia fonográfica cheguei a chamá-la de gralha nordestina, e isso me custou certa mágoa por parte da artista, somente desfeita há uns seis anos quando conversamos e exorcizamos tais querelas.

Ganho de qualidade sonora e farto material fotográfico

Os quatro CDs que acabam de serem relançados, com um ganho enorme na qualidade sonora e com encartes fartos em textos e fotos de época, ratificam duas coisas: primeiro a vocação nata de Elba Ramalho para interpretar e segundo a evolução que teve como cantora a partir de meados da década de noventa. Insisto em dizer que há bastante diferença entre cantora e intérprete, e cito um exemplo bem claro: Gal Costa é mais cantora que Maria Bethânia, que por sua vez é mais intérprete.

"Alegria", disco de 1982, é um dos melhores da carreira d’Elba, juntamente com "Leão do Norte", "Qual o Assunto que Mais lhe Interessa?" e "Flor da Paraíba". Coincidentemente a primeira faixa de "Alegria" é assinada pelo ‘pernambucano’ (metade pernambucano, metade paraibano) Lula Queiroga, que produziu "Qual é o Assunto...". Logo em seguida temos a melhor faixa do disco, que é "Dominó", de Zé Ramalho, e também devemos destacar "Chego Já" (Alceu Valença), "A Casca do Ovo" (Gonzaguinha) e "No Som da Sanfona" (Jackson do Pandeiro e Kaká do Asfalto). É um disco que merece quatro estrelas em cinco possíveis.

"Coração Brasileiro", de 1983, também é ótimo, e histórico. Por que ótimo? Por ter interpretações fortes de Elba para obras como "Chororô" (Gilberto Gil), "Roendo Unha" (Luiz Ramalho e Luiz Gonzaga) e "Canção da Despedida" de Geraldo Vandré e Geraldo Azevedo entre outras. Esse disco ficará histórico não apenas pela qualidade, mas por marcar um episódio no mínimo curioso. Quando gravou o LP, Elba colocou como autores de "Canção da Despedida" Geraldo Azevedo e Geraldo. Mas que Geraldo era o segundo, perguntavam-se os menos informados. Era o Vandré, à época ainda meio satanizado como um marco do comunismo. Elba Ramalho me disse que não colocou o sobrenome artístico do conterrâneo porque ele se negou a liberar a música. O disco ficou mais histórico, com certeza, mas nem mais nem menos belo.

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Música regional

Assim, podemos perceber que a carreira de Elba se definiu na década de 80, para depois deslanchar e quebrar os selos do confinamento de sua atuação para além do que se convencionou chamar de música regional. Somos um país que se diferencia justamente pela diversidade, mas uma diversidade que se entrelaça e cria uma MPB fortalecida. Elba Ramalho, assim como seu primo distante Zé Ramalho e os pernambucanos Geraldo Azevedo e Alceu Valença, deu uma contribuição enorme para que pudéssemos encarar seu gênero como algo mais que uma clausura estética. Com esses quatro discos devidamente (e dignamente) reeditados, não apenas os fãs da cantora, mas todos que gostam de boa música, estão sendo brindados. Provavelmente essa iniciativa de Rodrigo Faour de remasterizar e editar esses discos da cantora paraibana com encarte rico em notas e detalhes técnicos em geral, pode ser o início de uma releitura da MPB esquecida nos arquivos das gravadoras embotadas de "mercadorias de baixo calão" e indiferentes ao passado (e presente) de glórias da nossa música popular.

Fonte: A União
Créditos: Redator, Ricardo Anísio/ Editoração, júnior damasceno

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Confira entrevista com Elba Ramalho

Comemorando 30 anos de trajetória artística, a paraibana Elba Ramalho se apresentou na véspera de São João no Parque do Povo, animando campinenses e turistas com o mais autêntico ritmo nordestino. Além do forró, teve xote, frevo e também muito romantismo, marca que sempre esteve presente nas músicas da cantora. Em entrevista ao Repórter Junino, Elba fala da emoção de se apresentar mais uma vez em Campina, do novo CD “Balaio de Amor” e da temporada de shows no mês de Junho.

RJ - Elba para você como é estar mais uma vez no São João de Campina Grande?

Elba -Eu diria que quando chego a Campina Grande a emoção aqui é diferente! A sensação, o nervosismo, a ansiedade e o desejo de fazer do show o melhor possível, aumenta, triplica. Porque é a cidade que me deu réu do compasso, porque todas as minhas referências artísticas estão aqui, começaram aqui, eu tenho amigos, familiares, enfim é um compromisso meu com o público daqui, que sempre me acolheu carinhosamente. E a festa é imbatível, e ela só divide esse status de qualidade com poucos lugares do Brasil, como Caruaru e Sergipe por exemplo. Mas Campina tem a magia de ser Campina. Pra mim é diferente, principalmente cantar no dia 23, porque os vários anos que eu não me apresentei nessa data me senti muito mal, pois esse dia é sagrado, é o meu palco, minha hora.

RJ - E como está a temporada de shows?

Elba - Eu estou praticamente há um mês fazendo um show por dia, e hoje eu dobrei porque eu fiz a quadrilha em Caruaru, já tinha feito a abertura do São João de lá no dia 30. Quando subo no palco baixa uma energia divina que é impulsionada pela música, a banda maravilhosa e o repertório. O show já foi feito em vários lugares, já foi aplaudidíssimo e até transmitido em cadeia nacional. E hoje vai ser muito bonito!

RJ - Pela primeira vez você “puxou” em Caruaru uma quadrilha junina de cima de um trio elétrico. Como foi a experiência?

Elba - Foi uma experiência engraçada, diferente. Como eu tinha feito no carnaval algo parecido no Galo da Madrugada, eles me convidaram para puxar uma quadrilha de cima de um trio elétrico. Foi a primeira vez que fiz algo assim no São João.

RJ - O que os fãs podem esperar do CD Balaio de Amor?

Elba - É um disco bem amoroso, bem a cara do São João. Eu canto muitas músicas do CD no show. Eu quis comemorar os 30 anos de carreira, fazendo um disco que saudasse essa nova geração de compositores e também a nação nordestina, que é o meu espelho e fundamenta o meu trabalho.

RJ - E depois do São João, quais os projetos?

Elba - Para o segundo semestre eu pensarei no que vou fazer, por enquanto é o Balaio.

Fonte: Reporter Junino

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Elba Ramalho tem quatro grandes discos reeditados

Estão de volta às lojas quatro grandes CDs de Elba Ramalho, justamente neste ano de 2009, em que a cantora comemora oficialmente seus 30 anos de carreira. Foi com esses quatro discos, gravados na Ariola/Barclay (atual Universal Music) entre 1982 e 1985, que a intérprete paraibana estourou nos quatro cantos do país e se transformou em diva absoluta da MPB, na exuberante sex-symbol e finalmente na maior intérprete nordestina da música brasileira.

O álbum “ALEGRIA” (1982) trazia os hits Bate coração, Amor com café e No som da sanfona – todos na linha do forró, sendo esta última um derradeiro presente do amigo Jackson do Pandeiro, que viria a falecer pouco tempo depois. “CORAÇÃO BRASILEIRO” (1983) lançou o antológico frevo Banho de cheiro e o forró-pop Toque de fole, além da romântica Canção da despedida, cunhada a quatro mãos pelos Geraldos – Azevedo e Vandré. “DO JEITO QUE A GENTE GOSTA” (1984) injetou ânimo nas festas juninas, com a faixa-título e o Forró do poeirão, sem esquecer o frevo carnavalesco Energia. Finalmente, “FOGO NA MISTURA” (1985) consagrou definitivamente a Elba romântica com a toada De volta pro aconchego, de Dominguinhos e Nando Cordel, com belo arranjo de Dori Caymmi, seu maior sucesso até hoje.

Todos os quatro discos trazem um breve histórico da carreira de Elba Ramalho – ano a ano – escrito por mim, além de encartes, letras das músicas, contracapas e selos dos vinis originais, além de uma remasterização excelente realizada por Luigi Hoffer e Carlos Savalla. É bom frisar isso, pois o som desses discos nunca saiu tão claro como na presente reedição. É ouvir para crer.

Crédios: Rodrigo Faour

quarta-feira, 8 de julho de 2009

São Paulo recebe evento em homenagem a Luiz Gonzaga

Elba Ramalho é uma das artistas convidadas para shows

O Governo do Estado de São Paulo organiza, entre os dias 17 e 19 de julho, a festa nordestina “Homenagem a Luiz Gonzaga”. O evento movimentará o Vale do Anhangabaú, no centro da capital, com mais de 35 atrações culturais.

Elba Ramalho, Alceu Valença, Dominguinhos, Oswaldinho do Acordeon, Antonio Nóbrega e Trio Virgulino são artistas confirmados, além de intervenções de cultura popular, teatro, circo e dança. Também haverá nove barracas, cada uma representando um Estado do Nordeste, com comidas típicas e artesanato.

A programação completa e horários dos shows podem ser conferidos no site da Secretaria Estadual de Cultura.

Créditos: Abril

terça-feira, 7 de julho de 2009

Musa dos festejos juninos encerra sua turnê de São João no Rio de Janeiro

O tradicional “Arraiá da Fundição”, que transforma a casa numa verdadeira "quermesse", traz novamente a grande musa do São João: ELBA RAMALHO, encerrando sua turnê junina com show que marca o lançamento do álbum Balaio de Amor, embalado por xotes, baiões e forrós de compositores nordestinos pós-Luiz Gonzaga. Ao repertório do CD, a cantora acrescenta clássicos do São João que integraram o roteiro da turnê junina que, partindo de Caruaru, passou ainda por Bahia, Paraíba, Ceará e Sergipe, antes de chegar ao Rio. O evento acontece dia 10 de julho, sexta-feira, a partir das 22h.

No balaio de Elba, a intérprete valoriza os ritmos nordestinos com composições incluídas no novo CD, como “Me dá seu coração” (Accioly Neto), “Se tu quiser” (Xico Bezerra) e “É só você querer” (Nando Cordel) - incluída na novela Caras e Bocas -, entremeadas com canções da tradição de São João: "Olha pro céu meu amor" (Luiz Gonzaga / José Fernandes), "Esperando na Janela" (Targino Gondim, Manuca Almeida e Raimundo do Acordeon) e "Pedras que cantam" (Dominguinhos e Fausto Nilo).

Sucessos populares da carreira, como “Banho de cheiro” (Carlos Fernando) e "Bate Coração" (Cecéu), também integram o roteiro, comprovando o brilho artístico da cantora nessa época do ano. Elba sobe ao palco acompanhada por sua banda, formada por Cezinha (acordeom, triângulo e zabumba); Marcos Arcanjo (guitarra e violões); Anjo (percussão); Fofão (baixo); Tostão (bateria); Enok Chagas (trumpete); Gilberto Pontes (sax) e Nilson Amarante (trombone).

A grande “quermesse” montada no segundo piso da casa será um show à parte. Haverá barraquinhas vendendo comidas típicas, brincadeiras juninas como pescaria, boca do palhaço, correio do amor, cadeia, jogo de argolas, entre outras.

Encerrando o evento, o grupo CASUARINA dá o tom da Lapa com clássicos do samba, mas também relembra sucessos de Jackson do Pandeiro e outras canções que rendem um bom arrasta-pé.

Créditos: Fundição Progresso
Gabriel Lima para o Leoa do Nordeste

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Elba Ramalho e Forró Arriba Saia agitam a Expo Itaguaí 2009

A Expo Itaguaí 2009, apresentou na noite desta sexta-feira, 03, uma das maiores expressões artísticas do País. A cantora Elba Ramalho, que comemora 30 anos de carreira, apresentou um show com sucessos novos e antigas canções que marcaram sua trajetória musical.

O show de Elba Ramalho foi esperado com expectativa por uma multidão que acompanha a artista em muitas de suas apresentações pelo País.

Elba reviveu grande artistas da música regional, como Luiz Gonzaga, Flávio José, Genival Lacerda, dentre outros. Ela ainda falou sobre o legado de Luiz Gonzaga, que este ano completa 20 anos de falecimento.

Em entrevista à Revista NoStilo, a cantora contou qual o maior ensinamento que o Mestre Lua deixou.

- O respeito pela cultura popular nordestina que eu sigo e difundo onde quer que eu vá. Quando cheguei no Rio de Janeiro e São Paulo, impus o meu trabalho sem me desvirtuar das minhas raízes e hoje sou respeitada por isso. O legado de Luiz Gonzaga está presente nas manifestações juninas do Nordeste, onde fiéis seguidores, como eu, não deixam que a chama de sua obra se apague.

Elba foi perguntada também sobre o balanço que faz dos 30 anos de carreira.

- É um sopro que se renova a cada apresentação que faço, a cada canção que gravo. Para ser sincera, não tenho tempo de ficar pensando sobre isso, mas quando o faço, analiso que sempre estive no caminho certo e que, apesar de toda a bagagem, ainda tenho a aprender.

E sobre o encanto que provoca no público:
- É uma coisa natural. A arte tem o dom de promover a paz, unir povos e difundir a cultura pelo mundo. Me sinto realizada em saber que contribuo para a união das pessoas através da música.

Qual mensagem você deixa para a cidade de Itaguaí:
- Parabenizo ao prefeito Charlinho pela maravilhosa festa e também aos organizadores. Desejo ao povo desta cidade muita paz, amor e alegria e que vocês possam crescer cada vez mais. Um beijo no coração de todo itaguaiense.

Logo após o show de Elba Ramalho veio a banda Arriaba Saia. Um espetáculo bonito, com cenário e figurino muito interessante, a começar pela suas dançarinas que usam uma roupa que contrastam com o figurino do vocalista e o palco. Os cantores e bailarinas a cada música trocam de roupas procurando retratar a música através de uma caracterização adequada. Todos que assistiram ao show do Arriba Saia na XVI Expo Itaguaí se impressionaram com tanta beleza e mistura de música e teatro ao mesmo tempo.

Fonte: Site da Expo Itaguaí
Gabriel Lima para o Leoa do Nordeste

Elba esquenta os festivais de inverno de Amparo -SP e de Bonito -MS

Com o inverno chegam também os tradicionais festivais de música saudando a estação mais aconchegante do ano. E neste ano, duas cidades serão aquecidas pelo furacão nordestino, o sol da Paraíba, a nossa Leoa do Nordeste. No dia 29 de julho, Elba abre o o 10º Festival de Inverno de Bonito, que contará ainda com shows de outros nomes de peso da música nacional, como Vanessa da Mata, Seu Jorge e Caetano Veloso, e também com valorização dos talentos locais nas áreas de música, dança, artes plásticas e cinema.

Já no dia 1 de agosto, Elba e seu Balaio de Amor encerram o 9.º Festival de Inverno de Amparo/2009, evento que acontecerá entre os dias 4 de julho e primeiro de agosto. Frejat vai abrir o evento no dia 4 de julho apresentando o show “Intimidade entre estranhos”. Já no dia primeiro de agosto, Elba Ramalho fecha a festa mostrando no palco da rádio o show “Balaio de Amor”. As duas apresentações serão abertas a toda a população. O Festival de Inverno, como nos anos anteriores, será realizado na Praça Pádua Salles, centro de Amparo. O show “Balaio de amor” com Elba Ramalho marca os 30 anos de carreira da cantora. Pode-se dizer que Amparo será uma das primeiras cidades (fora da região nordeste) a conhecer o novo espetáculo de Elba Ramalho, já que, durante o mês de junho, a cantora se apresenta em várias cidades do nordeste brasileiro juntamente apresentando as músicas do Álbum “Balaio de amor”. Entre outras atrações do Festival de Inverno de 2009, estão “Os Beagles – Pop Rock Autoral” (dia 5 de julho), Sanfonias – Choro Instrumental (dia 12 de julho), Banda Sete Galo – Rock Roll (dia 18 de julho), a peça teatral “Mulheres descasadas procuram” com Sheila Mello e Gláucia Macabelli (dia 23 de julho) e o Show vou te contar (dia 31 de julho). O evento contará ainda com apresentação de espetáculos de danças com escolas de dança de Amparo, apresentações musicais de grupos e cantores de Amparo, peças de teatro e oficinas culturais. Na Praça Pádua Salles, funcionará praça de alimentação, Feira de Arte e Vivência, Espaço das Fazendas e o espaço reencontro com obras de artistas de Amparo.

Créditos: Gabriel Lima para o Leoa do Nordeste

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Fotos Forró Caju - Parte VI



Créditos: Fotos de André Moreira

Fotos Forró Caju - Parte V






Créditos: Fotos de André Moreira

Fotos Forró Caju - Parte IV






Créditos: Fotos de André Moreira

Fotos Forró Caju - Parte III






Créditos: Fotos de André Moreira

Fotos Forró Caju - Parte II






Créditos: Fotos de André Moreira

Fotos Forró Caju - Parte I






Créditos: Fotos de André Moreira

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Zeca Pagodinho pede ajuda de Elba Ramalho para sair de cena

O cantor precisou de uma mãozinha para descer do palco após apresentação em prêmio de música no Rio

Elba Ramalho ajuda o amigo Zeca Pagodinho a descer do palco do Canecão

Animadíssimo com sua participação na 20ª edição do Prêmio da Música Brasileira, que aconteceu nesta quarta-feira, 1º, no Rio, o cantor Zeca Pagodinho precisou de ajuda para deixar o palco onde se apresentou homenageando Clara Nunes.

“Será que alguém poderia me ajudar a descer daqui? Tem umas escadas até lá embaixo”, disse Zeca. Voluntariamente, a cantora Elba Ramalho subiu os primeiros degraus para auxiliar o amigo. Em tom de humor, Pagodinho comentou: “É isso mesmo, Elbinha. Obrigado”.

A empolgação de Zeca foi tamanha que após interpretar a canção “Menino Deus”, disse para o público: “Ufa, consegui!”. O sambista, que foi indicado em cinco categorias, recebeu o prêmio de Melhor Cantor e Melhor Disco de Samba pelo álbum “Uma prova de amor”.

Créditos: Ego

quarta-feira, 1 de julho de 2009

De volta ao passado

Discos do início da carreira de Elba Ramalho são relançados em CD para comemorar os 30 anos de estrada, acima a cantora paraibana com o pesquisador musical e fã Rodrigo Faour, idealizador do projeto.

Fã incondicional da cantora Elba Ramalho, o jornalista, escritor, crítico e pesquisador musical carioca Rodrigo Faour decidiu dar um presente especial à artista no ano em que ela comemora 30 anos de carreira. Rodrigo elaborou e apresentou à Universal Music um projeto de reedição em CD de todos os long-players (LPs) de Elba, com as gravações remasterizadas em tecnologia atual, encartes e rotulos originais.

Os quatro primeiros CDs - Alegria (1982), Coração brasileiro (1983), Do jeito que a gente gosta (1984) e Fogo na mistura (1985) - acabam de ser lançados pela Universal, em edições limitadas. Em entrevista por telefone, do Rio de Janeiro, Rodrigo explicou que a ideia é reeditar a discografia completa de Elba, embora esteja consciente dos entraves provocados pela crise que atravessa a indústria fonográfica.

Rodrigo não economizou elogios à Elba. Segundo ele, a paraibana é uma vencedora, pois é a única cantora brasileira que se manteve fiel às raízes musicaisnordestinas, base de seu trabalho. "Ela conseguiu furar o bloqueio e faz sucesso até hoje. Vários artistas de sua geração oscilaram e outros até perderam o rumo. Fagner optou pelo romantismo e Zé Ramalho amargou um longo período de ostracismo. Elba manteve o prumo", comparou.

Os quatro discos remasterizados pela Universal Music não são os primeiros de Elba, que, antes, lançara três LPs pela CBS. "Mas foi com os quatro discos, gravados na Ariola/Barclay (atual Universal Music) entre 1982 e 1985, que ela estourou nos quatro cantos do país e se transformou em diva absoluta da MPB, na exuberante sex-symbol e finalmente na maior intérprete nordestina da música brasileira", ressaltou Rodrigo.

Sobre Alegria, Rodrigo comentou que o álbum traz os forrós Bate coração (que levou Elba ao estrelato), Amor com café e No som da sanfona (essa um presente do amigo Jackson do Pandeiro). Coração brasileiro "lançou o antológico frevo Banho de cheiro", Do jeito que a gente gosta "injetou ânimo nas festas juninas", e Fogo na mistura "consagrou definitivamente a Elba romântica com a toada De volta pro aconchego, de Dominguinhos e Nando Cordel".

Todos os quatro discos trazem um breve histórico da carreira de Elba escrito por Rodrigo, além de encartes, letras das músicas, contracapas e selos dos vinis originais. "A excelente remasterização foi realizada por Luigi Hoffer e Carlos Savalla. É bom frisar isso, pois o som desses discos nunca saiu tão claro como na presente reedição. É ouvir para crer", assegurou o autor do projeto.

Idealizador

Rodrigo Faour nasceu em 1972, no Rio de Janeiro. Jornalista formado pela PUC/RJ, desde a infância cultiva o ofício de pesquisador musical, colecionando discos e publicações com ênfase na MPB. Possui arquivo pessoal com cerca de 70 mil músicas catalogadas e um vasto clipping de matérias de imprensa coletadas desde a adolescência. Uma das músicas que marcaram a sua infância foi exatamente Bate coração, na voz de Elba Ramalho.

Bastidores - Cauby Peixoto: 50 anos da voz e do mito (Record) foi o seu primeiro livro. Em seguida lançou Revista do Rádio - Cultura, fuxicos e moral nos anos dourados (Relume Dumará) e História sexual da MPB - A evolução do amor e do sexo na canção brasileira (Record). Entre outros projetos, Rodrigo também produziu reedições especiais da obra de Maria Bethânia, Elis Regina, Zizi Possi e Marinês & Sua Gente.

Créditos: Diário da Borborema

Elba encerra os festejos juninos em Santa Cruz do Capibaribe - PE

A noite de segunda, dia 29 de junho, a paraibana Elba Ramalho fez o show de encerramento dos Festejos Juninos de Santa Cruz do Capibaribe PE.
Com um repertório repleto de canções tradicionais e as músicas de seu novo trabalho a cantora deu um show e levou o público ao delírio.
De parabéns a Prefeitura Municipal de Santa Cruz pela escolha da musa do forró para encerrar nosso São João.

Créditos: Blog do Melqui